quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Fazendo minha vida ( 4 ) - continuação -

                                                   
  E ele só iria me dar um abraço. Meu deus como eu sou boba! O garoto mal me conhece, por que já iria me beijar? Mas foi um abraço muito diferente, foi um abraço duradouro. Porém, tudo que eu menos queria era que a DIRETORA do colégio chegasse lá com a Tess, dizendo que o guilherme estava traindo ela comigo, e que eu estava apoiando. A diretora ? Era a MÃE da Tess, e  aquele abraço só reforçou a ideia de que o guilherme estava traindo ela. Eu nem acredito, me meto em uma furada dessas no primeiro dia de aula! Fiz tudo para me esplicar, e o Guilherme também, mas não deu certo. A diretora estava quase recomendando a minha espulsão , quando pedi uma segunda chance e disse que não ia mais ficar perto do Guilherme na escola. ( Como sou esperta, eu falei NA ESCOLA ) .
  Cheguei em casa totalmente acabada e triste, quando minha mãe chegou no quarto, com cookies de chocolate e leite, eu AMO cookies de chocolate com um copo de leite!
'' Querida, aconteceu alguma coisa? ''
Queria que ela não tivesse perguntado isso, mas eu me entreguei, disse que estava sentindo algo pelo Guilherme  e aos choros, falei tudo, da Tess, da diretora...
'' Meu bem, eu acredito em você . O fato de você ser quase punida é exagero, a escola não se lida com situações amorosas, você não vai ser espulsa por um ciuminho da mãe da aluna!
'' Tem certeza, mãe? Mas ela pode inventar uma série de coisas e...''
'' Opa, filha. Nada disso. Ela não pode inventar, e se ela inventar é crime! Mas fique esperta, essa Tess tem pinta de filhinha da mamãe, e a diretora de mãe que mima muito! Cuidado.
  Minha mãe saiu, deu uma piscadinha e um gesto de '' vai ficar tudo bem ok ?'' Então fechou a porta, e eu me culpei de burra uma série de vezes, por que não peguei o telefone dele. Nem de Bia. Minha mãe é meu braço direito em todas essas situações!

domingo, 11 de dezembro de 2011

Fazendo minha vida (3) - continuação -

                                                  

Era uma carta dele, e com a namorada! Por isso que toda vez que a professora voltava para o quadro, ele e ela jogavam os bilhetes em forma de ''bola'' para ganhar mais velocidade. Pelo visto, a namorada dele se chama Tess, e ela não gostou nem um pouco de mim .

Tess : ''Quem é a menina nova?''
Gui : ''Não a conheço, mas se chama Bler.''
Tess: '' Ah. ''
Gui: '' Por que perguntou? ''
Tess : ''Imagina por que, por nada. SÓ POR QUE VOCÊ PASSOU A AULA DE PORTUGUÊS INTEIRINHA OLHANDO PARA ELA.''
Gui : '' Ai que besteira Tess, é que ela é nova, e faz muito tempo que não tem novatos em nossa sala, eu só estava impressionado . ''
Tess : '' com oque ? com os cabelos castanhos ondulados dela? ''

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Tess: '' Por favor Gui, responde! Não vou ficar gastando papel! ''
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Tess: Por que jogou o papel no lixo ? Está com raiva de mim ? Pelo amor de deus, responde!
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Eu realmente fiquei chocada com aquilo. Rasguei o papel e joguei no lixo correndo, e fui para o intervalo. 
Bia foi falar comigo.
Ela é muito gente boa, uma das únicas pessoas legais que eu conheço, e ela me disse que me salvou por que '' foi com a minha cara '' de um modo que não ofendesse. Eu fiquei feliz, e agradeci.
No finalzinho do intervalo, fui para perto da sala, não queria ficar naquela multidão de estudantes, mas adivinha quem chegou lá depois? o Guilherme.
'' Não gosta de ficar na '' multidão '' ? '' Falou ele, aos risos.
Fiquei calada, sem dar nenhuma palavra.
'' Desculpe. Eu também não gosto muito.'' Disse ele olhando para baixo.
'' Não é você, é tudo muito novo aqui. ''  Falei em uma voz baixinha e fina.
'' entendo Bler , aqui tem poucas oportunidades de fazer amigos responsáveis.'' Disse ele aos risos.
'' vi você  conversando com a bia. '' Falou ele, olhando para o lado.
'' Ela é muito gente boa. '' Eu disse.
'' Então, programas para sábado a noite? '' 
'' Guilherme, quase nunca tenho programas! Hahaha ''
Nós rimos, e foi muito divertido, mas do que divertido foi poder ficar perto daqueles sorrisos brilhantes e brancos.
'' Que tal na cafeteria aqui do lado ? ''
'' Como quiser, Guilherme!'' Eu disse, tirando onda.
Sem nem percebermos , já éramos muito amigos. E também não percebemos que a namorada dele estava só nos observando. Nós demos um abraço, e foi um abraço tão bom, mas só de amizade. Por que o Guilherme realmente faz meu tipo, não é muito de balada, nem de multidão, prefere ficar no quarto vendo TV.
A namorada dele só pensando besteira achou que ele tava a traindo, e foi o maior fuzuê.
'' Oque vocês dois pensam que estão fazendo? Que podem fazer isso comigo ? Hum! Vocês vão ver!''
Quando ela saiu, aos choros, perguntei por que ele não ia atrás dela, e ele respondeu com toda a sinceridade:
'' Não adianta, ela sempre faz essa mesma coisa , esse mesmo ataque de ciúme. ''
Guilherme segurou minha mão.
E eu senti a gente se aproximando.... e.....

Fazendo minha vida ( 2 ) - continuação -

 Eu sabia que aquela era minha sala, mais só tive cinco segundos para pensar no que fazer, e no desespero... Falei como se eu já fosse da escola. '' Desculpe, acho que entrei na sala errada''
 Porém o meu '' plano '' foi por água abaixo, por que quando eu disse isso, a professora me reconheceu, e disse, surpresa: '' Espera, você não é a Bler , a nova aluna? '' Quando ela disse isso, senti um gelo , e disse :
'' Ah, então eu estou na sala certa, sou eu mesma. '' Ouvi risinhos no fundo, e tentei não sair correndo.
'' desculpe pelo congestionamento, professora... ? ''
Então a professora pareceu mais sorridente. '' Meu nome é Cláudia, prazer. Agora, pode se sentar, perdemos muito tempo de português.''
 Eu estava tão aflita, que sentei na primeira banca que vi, mas só depois percebi que eu estava no meio dos meninos, e as meninas bem longe, parecia que se dividiam, eu estava morta.
 Passei a aula inteira só pensando como seria esses meus próximos dias, e aprendendo de menos com a professora Cláudia. Mas em um momento, ela fixou seus olhos esverdeados, em mim.
 Eu já sabia que vinha bomba, mas tive que esperar ela explodir logo ....
  '' Bler, será que não podia vir aqui na frente? Você poderia me explicar como é este esquema...''
 Olhei para o esquema, e eu não sabia de nada, estava boiando. Quando de repente, uma garota chamada Beatriz, mas chamada como Bia, se levantou rápido, e disse a resposta. Eu não entendi, mas isso salvou minha pele. Sorri pra ela, e ela sorriu de volta.
   Foram três aulas super cansativas, duas de português e uma de matemática. Enfim chega o intervalo, precisava de um ar. Mas percebi que logo todos ficavam me observando, como se eu fosse uma encomenda de ouro do polo norte. Quando de repente um garoto veio falar comigo.
'' Oi bler, tudo bem ? ''
'' Oi, tudo... E com você? '' Tentei ser simpática.
'' Tudo ótimo, mas queria lhe fazer uma pergunta, muito séria. ''
'' qual o seu nome? '' Mudei LOGO de assunto, com medo de qual seria a pergunta dele.
'' Ah, desculpe! Meu nome é Guilherme, que má educação a minha. ''
'' Hahaha, que nada. '' Risos falsos.
 Eu só sei que , quando olhava para aquele garoto de cabelos castanhos lisos, olhos azuis e pele branca, via algo de diferente, eu tremia e ficava nervosa, e acabava gaguejando. Desastre TOTAL .
'' Então, até mais Bler! '' Berrou Guilherme enquanto saía correndo.
'' Tchau... '' Disse bem baixinho, fazendo gestos.
Mas quando olhei para baixo, havia uma carta, que parece ter caído do bolso dele. Peguei a carta, e como sou curiosa, botei na bolsa, e corri até o banheiro.
E eu realmente fiquei pasma ao ler aquilo.

Fazendo minha vida

 Chovia muito, como sempre eu estava no meu quarto com a TV ligada, assistindo um ótimo filme. Eu não queria sair de lá, na verdade não queria sair de casa. Amanha seria o meu primeiro dia de aula, e não fico muito contente, não quando estou em uma escola nova.
 Me mudei agora a pouco, não conheço ninguém, amanhã estarei no colégio multiplicadas vezes diferentes do meu. É a primeira vez que estudo em um colégio normal, pois eu estudava em um feminino,ou seja, só para garotas. Porém minha mãe conseguiu um trabalho em São Paulo, e nos mudamos para lá. Tudo é muito diferente de Pernambuco, cidade onde eu nasci . Não conseguia ver o tempo passar, queria que ele demorasse mais do que o normal.
 
 O tempo não demorou mais do que o normal. Quando me toquei, já era de manhã, e a hora? 7:30 . 7:30 era a exata hora que eu devia estar no colégio. Não tive nem tempo para me aprontar para o primeiro dia de aula, coloquei uma calça jeans básica, uma blusa de manga ( fazia frio ) , e uma sapatilha cor-de-rosa . Meu cabelo de manhã ? Não queira nem ver. Tenho cabelos ondulados, admito até que são bonitos, castanhos claros... Mas cabelo ondulado de manhã é a pior coisa do mundo, já da um trabalho grande! Imagina cacheado? apesar de serem perfeitamente lindos, dão muito, mais muito trabalho! Corri , peguei uma mochila velha, não consegui encontrar a minha. Coloquei os livros, e saí correndo que nem uma doida, toda descabelada. Detalhe : Eu estava correndo na rua, penteando meu cabelo,e me maquiando ao mesmo tempo.
Cheguei na escola de 8:10, já tinha começado a primeira aula.Só que eu não sabia, e antes de pensar duas vezes, com esperança de conseguir, abri a porta da sala com a maior força e super rápido, oque fez todos os alunos desviarem da aula, para mim . Não sabia onde enfiar a cabeça... Morri de vergonha!